Os efeitos da mudança climática já estão aqui. Como o aumento da temperatura dos oceanos afetou a cadeia de suprimentos e o que o futuro reserva para você?
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O furo de reportagem: As cadeias de suprimentos devem responder à crescente demanda por ações climáticas.
Principais pontos de discussão:
- As pessoas podem ver os possíveis efeitos da mudança climática em lugares como o Rio Reno, na Europa, e o Texas, com sua crise de energia no inverno.
- O aumento da temperatura dos oceanos está empurrando as lagostas para o norte e dificultando a reprodução dessas criaturas, prejudicando o setor de frutos do mar no Nordeste.
- Em resposta aos consumidores e investidores, os fabricantes de automóveis estão fazendo a transição para veículos elétricos, mesmo nos modelos mais populares.
- Os efeitos se agravarão se os governos e o setor privado não agirem rapidamente. Secas, incêndios florestais, furacões e outras tempestades ficarão mais fortes e causarão mais danos aos setores, ao meio ambiente e à cadeia de suprimentos.
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A mudança climática começou a se manifestar. O clima se tornou mais volátil nos últimos anos, com furacões perigosos, tornados frequentes e enchentes devastadoras. As pessoas perderam suas casas, entes queridos e empregos por causa do aquecimento global. Agora, junto com a pandemia, a mudança climática acelerou os problemas.
Quais setores foram afetados pelo aquecimento global? Como o aumento da temperatura dos oceanos afetará a cadeia de suprimentos a longo prazo?
Como a mudança climática afetou as cadeias de suprimentos globais?
O mundo se tornou muito mais interconectado. Os países dependem uns dos outros para obter suprimentos, criando assim uma cadeia que liga todos. Com o tempo, as empresas tornaram seus processos mais eficientes, o que levou a uma maior produção de suprimentos, maiores lucros e preços mais baixos para os consumidores. Entretanto, as mudanças climáticas retardam o progresso e até mesmo invertem o curso.
Os cientistas vêm alertando sobre as mudanças climáticas há décadas. Desde a década de 1970, especialistas têm escrito sobre as mudanças climáticas e como elas já começaram a afetar o mundo. Os Estados Unidos e outros membros da Organização das Nações Unidas (ONU) discutiram o aquecimento global durante a Guerra Fria. Secas e inundações anormais afetaram as colheitas na Rússia e na China, o que poderia ter levado a grandes problemas em todo o mundo.
As ramificações da mudança climática se tornaram mais evidentes para todos no século XXI. Em 2021, grandes quantidades de neve e chuva afetaram o Rio Reno, que passa por seis países. Em fevereiro, as margens começaram a se romper, impedindo a navegação por alguns dias. Uma seca causou níveis de água recorde em abril, de modo que os navios tiveram que reduzir suas capacidades de carga.
Como o aumento da temperatura dos oceanos afetará a cadeia de suprimentos de alimentos?
Infelizmente, a mudança climática não parece estar melhorando. O aquecimento global tem ramificações devastadoras para os setores em todo o mundo. Com o aumento da temperatura dos oceanos, um setor que a mudança climática afeta diretamente é o de frutos do mar. A captura, o transporte e a venda de frutos do mar são um setor gigantesco nos Estados Unidos, com mais de US$ 200 bilhões em vendas anuais.
O setor de frutos do mar é especialmente crítico na Nova Inglaterra. O aumento da temperatura dos oceanos deslocou as populações de lagostas para o norte. A pesca da lagosta era predominante no sul de Delaware e Virgínia, mas as lagostas migraram para o Maine e podem continuar.
Em 1996, os pescadores de lagosta de Nova York estabeleceram um recorde de 9,4 milhões de libras, mas 18 anos depois, a produção caiu para menos de 216.000 libras, uma redução de quase 98%. Uma história semelhante aconteceu com outros estados da Nova Inglaterra, como Connecticut e Rhode Island, que registraram quedas significativas na produção de lagosta.
Como o aumento da temperatura dos oceanos afetará a cadeia de suprimentos de frutos do mar? As lagostas precisam de temperaturas em torno de 68 F. Até mesmo uma pequena diferença de temperatura pode causar problemas de saúde para essas criaturas marinhas e dificuldades de reprodução. Menos lagostas significa que pode haver menos empregos nos próximos anos. Os preços aumentarão à medida que a oferta diminuir e a demanda permanecer estável.
O que os governos estão fazendo para mitigar o problema?
O consumo global de energia tem aumentado anualmente de forma constante nas últimas três décadas. Países como os Estados Unidos e a China consomem grandes quantidades de energia devido à alta demanda, especialmente nos setores industriais. O aumento do uso significa uma grande pegada de carbono para cada nação. No entanto, nem toda esperança está perdida. Muitos países contam com cientistas e com o setor privado para pressionar por fontes de energia mais limpas.

Em setembro de 2021, El Salvador reconheceu o bitcoin como moeda legal, tornando-se o primeiro país a fazer isso. O bitcoin pode ser um risco ambiental, por isso El Salvador começou a usar a energia geotérmica dos vulcões para criar energia limpa e barata para a moeda. Se funcionar, essa estratégia poderá influenciar nações maiores a fazer o mesmo.
Mudança climática e transporte
Alguns países são altamente dependentes de combustíveis fósseis, mas estão fazendo a transição para fontes de energia mais limpas. O que isso significa para os consumidores comuns? Em breve, você verá as empresas eliminando gradualmente os combustíveis fósseis em favor da energia renovável, seja por escolha da empresa ou por regulamentações governamentais.
Um excelente exemplo é o setor automotivo. Os fabricantes estão mudando para veículos elétricos (EVs), mesmo para seus carros mais populares.
Fabricantes de automóveis como a Chevrolet e a Dodge estão descontinuando as versões movidas a gasolina do Corvette e do Charger em favor de modelos elétricos a partir do final de 2023 ou 2024. A Ford, uma das principais concorrentes da Dodge e da Chevy, tem hesitado com os veículos elétricos, mas recentemente anunciou um investimento de US$ 50 bilhões em veículos elétricos.
Os fabricantes estão migrando para os VEs por vários motivos. Um deles é a influência dos investidores que veem uma oportunidade de reduzir os custos de produção e aumentar os lucros. Como o aumento da temperatura dos oceanos afetará a cadeia de suprimentos de automóveis? Essas empresas esperam que os VEs facilitem a cadeia de suprimentos internacional porque são mais fáceis de manter e são melhores para o meio ambiente.
Como o aumento da temperatura dos oceanos afetará as futuras cadeias de suprimentos?
Os efeitos devastadores da mudança climática estão aí, e os especialistas dizem que o mundo já os viu há 50 anos ou mais. Os esforços para criar uma Terra melhor são nobres e estão em andamento, mas podem ser tarde demais.
A menos que os governos e as empresas mudem rapidamente nos próximos anos, a ONU afirmou que grande parte do que o aquecimento global tem feito é irreversível. Há uma pequena janela de oportunidade para poupar as pessoas do pior.
Todas as regiões dos Estados Unidos sofrerão efeitos devastadores sobre as pessoas, as empresas e a cadeia de suprimentos. No Sudeste, o calor extremo afetará negativamente a agricultura e a energia, duas partes importantes da economia e da cadeia de suprimentos da região.
As altas temperaturas e a seca já são problemas no sudoeste. A agricultura entrará em declínio no futuro, e o calor extremo causará problemas de saúde em muitas cidades. As secas e o ar seco levarão a incêndios florestais mais graves. O abastecimento de água diminuirá, e as enchentes e a erosão serão problemáticas para as pessoas que vivem nas áreas costeiras.
Foco na ação coletiva
Como as mudanças climáticas afetaram a vida cotidiana? Dependendo de onde as pessoas vivem, pode ser difícil ver os efeitos. No entanto, se as pessoas começarem a trabalhar coletivamente, poderão lutar contra as mudanças climáticas enquanto ainda há tempo para fazer a diferença.
Biografia do autor
Oscar Collins é o editor-chefe da Modded, onde escreve sobre sustentabilidade, vida verde e tópicos semelhantes. Siga-o no Twitter @TModded para receber atualizações frequentes!


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