O furo de reportagem: Você não pode melhorar o que não pode medir. Uma organização deve medir com precisão as emissões de GEE e a pegada de carbono para melhorar sua perspectiva de sustentabilidade ambiental.
Aqui está um conjunto interessante de estatísticas:
99% das empresas do F500 relatam ser "conscientes da sustentabilidade" ou a mencionam como uma prioridade em suas declarações de metas.
Pouco mais de 60% assumiram compromissos para reduzir as emissões, com graus variados de abrangência. Uma meta comum é atingir a neutralidade de carbono até 2050, mas a maioria das empresas não tem roteiros de descarbonização ou metas de redução intermediárias.
E menos de 15% definem metas de redução de longo e curto prazo de acordo com os padrões corporativos derivados da ciência climática mais recente.
Esses números contam uma história simples. A sustentabilidade é muito falada, mas a maioria das empresas não investiu tempo e dinheiro nesse objetivo. A criação de uma linha de base de pegada de carbono é a primeira etapa de alto impacto na jornada de sustentabilidade de qualquer organização, e esse exercício atinge diversas metas de lucratividade e gerenciamento de riscos.
A terminologia da contabilidade de emissões pode parecer complexa, mas, ao final deste artigo, você verá que os fundamentos da contabilidade de emissões de GEE são relativamente intuitivos. É apenas uma questão de dividir as diferentes áreas de impacto de uma organização em partes menores e mais fáceis de serem digeridas.
Aprofunde-se → 5 min
O furo: As novas construções precisam priorizar práticas sustentáveis para evitar uma crise de energia no futuro. Os investidores imobiliários estão começando a se dar conta disso.
Fatos e números:
- O Fórum Econômico Mundial informa que mais de 37% das emissões globais em 2020 foram provenientes de edifícios. E não apenas de novas construções: 69% dessas emissões são provenientes da operação de edifícios existentes.
- O investimento na eficiência energética de edifícios continua a aumentar. Ele atingiu mais de US$ 180 bilhões em 2020, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.
- Somente os novos edifícios sustentáveis apresentarão uma oportunidade de investimento de US$ 24,7 trilhões nos mercados emergentes até 2030.
Conclusão: Os investidores são e sempre serão movidos por retornos. Mas o setor privado está começando a perceber a necessária avaliação de risco e os encargos fiscais associados a imóveis que consomem muita energia. A construção verde é o futuro.
Aprofunde-se → 3 min